As ordens da saúde
O processo de retorno à saúde. Criar as condições de uma nova realidade de saúde.
Agradecer e honrar à consciência criadora de vida.
Agradecer a vida recebida.
Agradecer ao amor. Honrar aos humanos como são, com sua
incapacidade de amar.
Honrar às forças curativas.
Tomar (acolher) mãe e pai.
Acolher ao antepassado excluído. Honrar e agradecer à enfermidade.
Reconhecer e agradecer aos pensamentos negativos próprios.
Devolver estes pensamentos ao antepassado. Assentir à vida com saúde.
____ Bringitte Champetier de Ribes no livro: Costelar a enfermidade.
A saúde, na visão sistêmica, não é apenas a ausência de sintomas; é um movimento contínuo de reconexão. Baseando-me nos ensinamentos de Brigitte Champetier de Ribes, em sua obra "Costelar a Enfermidade", convido você a refletir sobre as "Ordens da Saúde" — um caminho para criarmos as condições de uma nova realidade em nossa vida.
Retornar à saúde é, antes de tudo, um ato de humildade diante da Vida. É um processo que exige que paremos de lutar contra o que é e comecemos a acolher o que foi.Os Passos para a Nova Realidade de Saúde
Para que a cura flua, precisamos alinhar nossa postura interna com as forças que nos precederam. Esse percurso se faz através de passos essenciais:
- Agradecer e Honrar a Consciência Criadora: Tudo começa reconhecendo a força maior que nos dá a existência. A vida é um presente, e a gratidão é a porta de entrada para a cura.
- Acolher a Vida e o Amor: Agradecer pela vida recebida e pelo amor que nos nutriu (e, por vezes, nos faltou) é o primeiro passo para não sermos apenas sobreviventes, mas participantes da nossa própria existência.
- Honrar os Humanos como São: Um dos maiores desafios é aceitar os outros — incluindo nossos pais — com suas limitações e suas capacidades, por vezes reduzidas, de amar. Quando paramos de exigir que os outros sejam perfeitos, libertamos a nós mesmos de uma carga pesada.
- Tomar Mãe e Pai: A saúde tem raízes. Tomar os pais significa aceitar a vida exatamente como ela nos foi entregue, com todas as dores e alegrias que vieram através deles. É o "sim" fundamental para a existência.
- O Acolhimento do Excluído: Muitas vezes, a doença olha para alguém do nosso sistema que foi esquecido ou excluído. Ao incluir em nosso coração aquele que foi deixado de fora, permitimos que a ordem se restabeleça.
- Honrar as Forças Curativas e a Enfermidade: Parece contraditório, mas honrar a doença é reconhecê-la como um mensageiro. Ela não está aí por acaso; ela traz uma informação que, quando compreendida, pode ser liberada.
- Lidar com os Pensamentos Negativos: Reconhecer os pensamentos destrutivos próprios é um ato de lucidez. Mas, sistemicamente, podemos ir além: podemos devolvê-los amorosamente aos antepassados, pois, muitas vezes, não são nossos, mas cargas que herdamos por lealdade invisível.
Assentir à Vida
Ao final, o processo de cura não é uma batalha para eliminar um sintoma, mas um movimento de assentir à vida com saúde. É um "sim" profundo ao destino, um "sim" àquilo que veio antes e um "sim" ao novo que se abre agora.
Que possamos caminhar para a saúde não como quem busca uma vitória, mas como quem busca a reconciliação — consigo mesmo, com a história da família e com a imensa força da vida que flui através de cada um de nós.
Luciane Assunção
Consultoria Sistêmica
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